Colisão na MG-410 deixa 19 feridos
Na reta final da tarde dessa quinta-feira (30), um acidente de trânsito mudou a rotina da MG-410, rodovia que corta o município de Lagoa Grande, no noroeste de Minas Gerais. Um ônibus da empresa São Cristóvão chocou-se contra a traseira de uma carreta bitrem que seguia no mesmo sentido.
O impacto foi suficientemente forte para causar ferimentos em pelo menos dezenove ocupantes do coletivo.
A dinâmica exata da colisão ainda é desconhecida. Testemunhas podem ter presenciado o momento do choque, porém seus relatos não foram divulgados até o fechamento desta reportagem. O que se sabe é que o motorista do ônibus, um homem de 27 anos, não conseguiu escapar ileso: ele foi lançado contra o painel e ficou retido entre as ferragens.
Vídeo: YouTube | Fonte: estradas.com.br
Motorista preso e resgate dramático
O condutor permaneceu imobilizado até a chegada das equipes de resgate. Os bombeiros militares e profissionais do SAMU foram acionados e se deslocaram rapidamente para o trecho do acidente. Ao chegarem, constataram que o jovem motorista estava consciente, mas se queixava de fortes dores na perna direita e na cabeça, indicativos de lesões que precisavam de avaliação hospitalar urgente.
Para retirá-lo, os militares do CBMMG empregaram manobras técnicas de salvamento veicular. O processo exigiu cuidado para não agravar os ferimentos. Assim que liberado, o homem foi estabilizado e encaminhado ao hospital de referência em João Pinheiro, cidade que dista cerca de 100 quilômetros de Lagoa Grande.
Além do motorista, outras vítimas receberam os primeiros socorros ainda na pista. Profissionais do SAMU classificaram a gravidade dos casos conforme protocolos de triagem. Todos os feridos, ao menos 19 pessoas, foram removidos do local e levados ao mesmo pronto-socorro em João Pinheiro. Até o momento, não há atualização sobre o quadro de saúde desses pacientes.
Passageiros ilesos seguem viagem
Nem todos a bordo sofreram danos físicos. Uma parte dos passageiros foi avaliada e considerada apta a continuar o trajeto. Para atendê-los, a viação São Cristóvão enviou um ônibus reserva ao local. Dessa forma, esses viajantes puderam dar prosseguimento ao seu itinerário original, embora tenham enfrentado um atraso considerável em razão do sinistro.
A atitude da empresa em providenciar um veículo substituto rapidamente foi vista com bons olhos pelos usuários, que evitaram o desamparo. Ainda assim, o susto e o impacto psicológico do acidente são situações que podem ter marcado a experiência daqueles passageiros.
Interdição e liberação parcial da via
A colisão obrigou as autoridades a interditar completamente a MG-410. A medida foi adotada para que as equipes de socorro pudessem trabalhar com segurança e para que os peritos pudessem fazer os primeiros registros. A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais (PMRv-MG) assumiu o controle do tráfego na região, isolando o perímetro e orientando os motoristas que chegavam ao local.
Após a remoção dos feridos e a desobstrução inicial da pista, o tráfego foi liberado parcialmente. No entanto, a normalização total demandou mais algumas horas, pois ainda havia destroços e a carreta envolvida necessitava ser removida. Equipes da concessionária responsável pela rodovia, se houver, não foram mencionadas nos boletins oficiais.
Investigação da Polícia Civil e incertezas
Apuração das causas
Enquanto a situação emergencial era contornada, as autoridades começaram a esboçar as linhas de investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais, responsável por apurar as causas do sinistro, dependerá do trabalho da perícia técnica. A expectativa é que o laudo pericial traga respostas sobre a velocidade dos veículos, possíveis falhas mecânicas e as condições da pista no momento do acidente.
Em nota, a Polícia Militar Rodoviária afirmou apenas que prestou atendimento ao sinistro e que a perícia terá que apurar os dados faltantes. A comunidade de Lagoa Grande, por sua vez, aguarda por mais informações sobre as causas que transformaram aquele fim de tarde em um episódio de violência no trânsito.
Documentação e Lei do Descanso
Até a noite de quinta-feira, a PMRv-MG não havia informado se os condutores estavam respeitando a Lei do Descanso. Esse ponto é crucial, principalmente em se tratando de motoristas profissionais, cuja fadiga pode ser um fator de risco relevante. A corporação também não detalhou se ambos portavam a documentação obrigatória em dia: Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o exame toxicológico periódico, exigido para transportadores de carga e passageiros.
Essas verificações são rotineiras em operações de fiscalização, mas no boletim preliminar do acidente tais dados ficaram em aberto. O esclarecimento dessas questões caberá à investigação, que deverá ouvir os envolvidos, analisar os tacógrafos e, se houver, imagens de câmeras de segurança. A empresa São Cristóvão não emitiu nota oficial sobre o ocorrido até o momento.

