Carros

Haval H6 2027 flex traz inovação para reduzir consumo


4 mins de leitura
Haval H6 2027 flex traz inovação para reduzir consumo
Crédito: autoesporte.globo.com

O GWM Haval H6 chegou à linha 2027 trazendo uma evolução significativa para o mercado brasileiro: a adoção de motorização híbrida flex. Com essa atualização, o SUV passa a ser compatível com etanol em todas as suas versões, uma mudança estratégica que atende à crescente demanda por combustíveis renováveis. Além da flexibilidade no abastecimento, o modelo também incorpora um avanço técnico no sistema de transmissão, prometendo maior economia de combustível. A principal novidade está no câmbio automatizado DHT, que agora conta com um recurso inédito de desacoplamento. Essa função visa eliminar o arrasto mecânico interno, otimizando o consumo energético do veículo.

Motorização híbrida flex chega a todas as versões

A principal novidade da linha 2027 do GWM Haval H6 é justamente a capacidade de rodar com etanol. Antes restrito à gasolina, o motor 1.5 turbo de quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta, operando em ciclo Miller, agora é flex. Com isso, o SUV pode ser abastecido com o combustível vegetal em qualquer uma de suas configurações, sem distinção. Essa mudança não alterou os números de potência e torque: o propulsor continua rendendo 150 cv e 24,4 kgfm, os mesmos índices da linha 2026. O torque cheio surge em uma ampla faixa, de 1.200 rpm a 1.800 rpm, garantindo respostas rápidas desde os regimes mais baixos. A adoção do sistema flex representa um passo alinhado às tendências de sustentabilidade e à preferência do consumidor nacional por veículos que ofereçam múltiplas opções de combustível.

Além do motor, a transmissão foi alvo de uma intervenção igualmente relevante.

Vídeo: YouTube | Fonte: autoesporte.globo.com

Câmbio DHT ganha função de desacoplamento

A caixa automatizada do Haval H6 continua sendo do tipo DHT (Dedicated Hybrid Transmission), mas há uma mudança importante. Pela primeira vez, esse tipo de transmissão passa a contar com um recurso de desacoplamento, algo inédito no mercado. A fabricante introduziu uma nova função chamada “modo parasita”, que tem como propósito evitar o arrasto mecânico gerador de desperdício energético. Contudo, há uma aparente contradição nas informações: outra descrição indica que o modo parasita faz o SUV gastar combustível de maneira desnecessária, sugerindo que a nomenclatura pode estar relacionada à condição que se busca eliminar, e não à funcionalidade em si. A fonte não detalhou o motivo da dupla interpretação, mas o fato é que o sistema de desacoplamento visa mitigar o desperdício energético.

Na prática, o desacoplamento é viabilizado por uma alteração significativa no sistema elétrico. Na geração anterior, o Haval H6 contava com uma máquina elétrica geradora individual para auxiliar o sistema híbrido. Agora, o motor elétrico foi reposicionado: tornou-se menor, foi instalado diretamente no câmbio e é mais leve que o antecessor. A fabricante não divulgou a redução exata de peso, apenas confirmou que houve diminuição. Esse novo motor pode ser totalmente desacoplado do motor de tração quando o suporte elétrico não é necessário. Com o desacoplamento, elimina-se a condição “parasita” e mitiga-se o arrasto mecânico interno, contribuindo para uma operação mais eficiente. Esse avanço reduz as perdas por atrito e, consequentemente, o consumo de combustível.

O ineditismo dessa solução coloca o Haval H6 2027 em posição de destaque no segmento.

Primeira caixa DHT com desacoplamento do mercado

É a primeira vez que uma caixa automatizada DHT oferece o recurso de desacoplamento do câmbio no mercado. Nenhum outro veículo com essa tecnologia dispunha da possibilidade de isolar completamente o motor elétrico quando ocioso, o que representa um salto em eficiência. A GWM, ao integrar o motor elétrico diretamente à transmissão e permitir seu desengate total, cria um sistema que evita o chamado “modo parasita”, situação em que componentes em rotação consomem energia sem necessidade. Dessa forma, o SUV consegue reduzir o gasto de combustível, especialmente em situações de cruzeiro em rodovias, onde o arrasto mecânico poderia se tornar mais pronunciado. Por ora, a GWM não publicou os dados de consumo homologado para a linha 2027, mas a combinação de tecnologias aponta para um uso mais racional de energia. A sinergia com a motorização flex potencializa ainda mais os ganhos ambientais e econômicos, tornando o modelo uma opção competitiva para quem busca economia no dia a dia.

Até o momento, a fabricante não divulgou informações sobre o início das vendas ou os preços da linha 2027 do Haval H6. A fonte também não detalhou se há mudanças visuais ou de equipamentos para acompanhar as novidades mecânicas.

Fonte